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Falta de combustível é apontada como razão principal

A exata causa do acidente com o avião da LaMia, que culminou na morte de 71 dos 77 passageiros a bordo, dentre eles praticamente o time inteiro da Chapecoense, só será confirmada quando a análise das caixas pretas estiver completa. Por hora, no entanto, a tese mais provável, é de que o avião tenha caído por conta de falta de combustível, em decorrência da arriscada estratégia do piloto Miguel Quiroga de voar no limite máximo da autonomia da aeronave, sem escalas para abastecer.

A última conversa entre o comandante e a torre de controle do aeroporto de Medellín reforça a tese, uma vez que o piloto parece clamar por prioridade de pouso, uma vez que estava com pane seca, sem nenhum combustível. Na última conversa entre o piloto e a controladora de voo, Miguel diz:

Estamos em falha total. Falha elétrica. Pane seca. Sem combustível.

A controladora responde dizendo que o avião está a cerca de 8 milhas da pista de pouso. Segundos depois, o sinal se perde e o avião some do mapa.

Além da conversa, que praticamente confirma a falta de combustível como a causa da queda, vale ressaltar ainda que não há nenhum sinal de explosão ou foto de qualquer tipo nos destroços da aeronave, encontrados na região montanhosa nas redondezas do aeroporto de Medellín.

Especialistas de aviação concordam que o trajeto de 3.000 milhas entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín está no limite de autonomia do avião, que não poderia contar com nenhum imprevisto, para poder pousar sem problemas.

Quando se aproximava do Aeroporto Internacional de Medellín, destino final do voo, o avião da LaMia acabou tendo que dar duas voltas de aproximação, uma vez que uma aeronave da Viva Colômbia também sofria com o mesmo problema, de falta de combustível e havia pedido prioridade de pouso. O comandante Miguel Quiroga não contava com esse imprevisto, que acabou culminando com a tragédia, com o avião se acidentando junto às montanhas colombianas, a menos de 8 milhas de seu destino.

Foto: Destroços do avião em que viajava o time da Chapecoense. (Raúl Arboleda)

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